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“Temos condições de dobrar a produção”, diz executivo da John Deere

“Tem muito curso urbano, precisamos ter mais cursos rurais. Preciso ter o tecnólogo para analisar as informações que a máquina processa minuto a minuto. Esse é o processo de gestão que está faltando em nosso negócio”, diz Paulo Hermann, no 8º Congresso Brasileiro de Soja
Moacir Neto

“Qual a universidade está falando em inteligência artificial?” O questionamento é do executivo Paulo Hermann, da John Deere, palestrante convidado para o 8º Congresso Brasileiro de Soja, que vai até o dia 14, na capital goiana. “Temos condições de dobrar a produção, vamos fazer um plano para dobrar. Se nós não produzirmos, os chineses virão aqui e vão produzir. Falta de comida é segurança alimentar, dá guerra.”

Hermann também fez questão de pontuar que a máquina vai além de simplesmente automatizar função. “Qual universidade hoje tem uma cadeira de inteligência artificial? Temos de trabalhar forte para criar cursos novos, disciplinas novas, especializações”, reforça. É preciso ter cursos voltados à tecnologia, o que ele acredita ser a saída para o aumento da produtividade.

“Tem muito curso urbano, precisamos ter mais cursos rurais. Preciso ter o tecnólogo para analisar as informações que a máquina processa minuto a minuto. Esse é o processo de gestão que está faltando em nosso negócio, a tecnologia das moléculas avançou demais”, enumera, ao argumentar que a soja, por exemplo, cada grão tem de ser administrado por centro de custo e não mais por unidade de área. Cada cultura tem um centro de custos, uma não pode carregar a outra.

Ciência e tecnologia – Na segunda-feira, 11, durante a abertura do congresso, o presidente em exercício da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, representando o ministro Blairo Maggi (Agricultura), falou sobre os desafios da agricultura no Brasil, quando – quatro décadas atrás – o País vivia em estado de insegurança alimentar. Era conhecido como produtor de cacau, açúcar e café. “Mas, em quatro décadas, esse País fez uma transformação fantástica na produção. Aumentando apenas 60% da área plantada, ampliamos a produção em cinco vezes. E isso é resultado da tecnologia. A produção de milho e trigo foi aumentada em 250%. A produção de café passou de oito sacas por hectare, para 30 sacas por hectare.”

Moretti também destacou que a produção de carne de frango cresceu 59 vezes, em quatro décadas. “Isso só foi possível porque o Brasil investiu em ciência e tecnologia. Fizemos isso de forma sustentável. O Brasil conseguiu mudar a história da produção agrícola de modo sustentável. Produzimos para mais de 1,4 bilhão de pessoas em todo o mundo. Se somarmos a isso toda a produção de frutas, mais de 23 milhões de toneladas, 35 bilhões de litros de leite, chegamos a essa capacidade que o Brasil tem de alimentar sete vezes a sua população, mantendo 66,3% do seu território.”

Na avaliação do dirigente, os números equivalem à superfície de toda a União Europeia (mais ou menos 520 milhões de hectares), somados a três vezes o território da Noruega. “Quero fazer um reconhecimento a todos os produtores. O produtor rural, depois do advento do Código Florestal, protege 23% do território, sem receber um centavo por isso. Um fantástico serviço ecossistêmico que eles fazem, além de alimentar o globo.”

E a soja tem o espaço e uma posição de destaque nesse processo. A fixação biológica de nitrogênio, desenvolvida no Brasil, traz uma economia de adubo nitrogenado de US$ 33 bilhões de dólares. A soja veio da China, já é plantada em regiões próximas à linha do Equador. Isso se deveu a uma série de contribuições, quer seja do setor público ou do setor privado, isso permitiu desenvolver cultivares adaptadas.”

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