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O agro brasileiro faz bem para o planeta

Temos as melhores universidades para atender ao setor agro e, somado a isso, ainda há a necessidade real de redução de custos no campo para que sejamos realmente competitivosCarolina Cavalcante

O trio composto pelas premissas área de preservação permanente, reserva legal e aumento de áreas de preservação ambiental é tema que surge com recorrência na mídia mundial como base imprescindível para manter a saúde do meio ambiente brasileiro. Mas, infelizmente, o agronegócio do nosso País é geralmente apontado como vilão e motor contrário a esse movimento. Mas faz-se justa uma avaliação um pouco mais aprofundada sobre um dos setores mais tradicionais de nossa cultura e economia – e o que mais coopera atualmente com a elevação do PIB. Em 2017, por exemplo, representou 70% do crescimento do Produto Interno Bruto observado.

Empregando 1/5 da população brasileira, o setor carrega a pesada responsabilidade de alimentar 1/4 da população mundial até 2050, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization da ONU), utilizando apenas 1,7% da superfície terrestre e ainda assim produzindo biocombustíveis, fibras e madeiras. Lembrando e ressaltando que o agronegócio do Brasil deve cumprir esse dever sob uma das leis de preservação do meio ambiente mais exemplares e rígidas do mundo. Tal legislação resultou em números que são surpresa para a maioria dos leitores.

Basta compararmos os dados para as áreas de preservação de nosso País com as áreas de preservação ambiental dos países da União Europeia, que conserva 25% de seu território, e com a China, 17%. Já nos Estados Unidos o total chega a 14%, considerando áreas de deserto e geleiras em todos os três exemplos. O nosso gigante Brasil mantém preservadas e longe do agronegócio mais de 66% de suas terras. Assim, em nosso País, são mais de 563 milhões de hectares preservados, região maior que o continente europeu. Isso sem contar áreas nativas como Pantanal, cerrado, caatinga e pasto nativo.

Além disto, o agricultor brasileiro deve manter por lei 20% de sua propriedade reservado para serviços ambientais (área que deve ser preservada, proibida para cultivo), representando mais de R$ 3,5 trilhões de capital privado imobilizado. Somam-se ainda os custos privados anuais de manutenção destas áreas, mais de R$ 20 bilhões. Esses números foram disponibilizados pela Embrapa Territorial neste ano.

Para que tenhamos uma ideia mais prática e real sobre a contribuição do agricultor ao meio ambiente: “Se eu tenho uma fazenda de mil hectares e dedico 20% ao meio ambiente. Vamos falar em R$ 10 mil por hectare chutando baixo, por exemplo, estou imobilizando R$ 2 milhões do meu patrimônio em prol do meio ambiente, além dos custos anuais de manutenção”, explica Evaristo de Miranda, Pesquisador-chefe da Embrapa Territorial.

Temos as melhores universidades para atender ao setor agro e, somado a isso, ainda há a necessidade real de redução de custos no campo para que sejamos realmente competitivos. Por esses motivos, viramos um polo de tecnologia em agronegócio – o que resultou em números recordes de produtividade invejáveis, e também em aumento do volume produzido, sem a necessidade de expansão de área utilizada na mesma proporção. Vide dados abaixo:

– Grãos e óleos, entre 1976 e 2011, teve 32% de aumento na área cultivada, e 240% em produtividade;

– Pastagem: entre 1996 e 2006, reduziu 20,6% da área utilizada, e aumentou 122% da produtividade, graças à performance animal/genética e capacidade de suporte/manejo;

– Cana: entre 1975 e 2010 teve sua produtividade aumentada em 7 vezes, ocupando hoje 1% do território nacional;

– A produção agrícola como um todo, entre 1990 e 2015, apresentou crescimento do superávit na balança de 7 bilhões de dólares para 69 bilhões de dólares.

Sem dúvida, sempre há onde melhorar, mas, como brasileiros, temos que admirar nosso Agronegócio, exaltar suas conquistas e exigir que nossas leis de preservação do meio ambiente sejam exemplo a ser seguido em todo o mundo.

Carolina Cavalcante é pré-candidata a deputada estadual por São Paulo (Partido Novo)

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