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E se o recall chegar?

Júlia Guerra, diretora de Agronegócios na JLT Specialty Brasil

O setor agroalimentar nunca esteve tão complexo e exposto a riscos como a contaminação, que se tornou uma grande preocupação em todo o mundo. Incidentes envolvendo alimentos contaminados são reportados em vários países nas mais diversas fases da cadeia de produção.

No ano passado, milhões de ovos foram retirados das prateleiras dos supermercados da Holanda, Alemanha e Bélgica por suspeita de estarem contaminados pelo inseticida fipronil, tóxico para humanos. Só na Holanda, 138 fazendas foram fechadas pela agência responsável por segurança alimentar. Já a presença de salmonella no leite em pó para bebês de uma marca francesa motivou um recall internacional do produto e a indenização das vítimas.

 O abastecimento global, o aumento da legislação e as cadeias de abastecimento intrincadas e internacionais contribuem para o avanço da frequência e da gravidade dos eventos de recall. Concomitantemente, também aumenta o risco de marcas e empresas sofrerem perdas significativas mesmo se não forem diretamente responsáveis pelo incidente.

 Por mais que as companhias operem dentro de padrões muito eficientes, é importante conhecer os riscos e as fragilidades de seus modelos. O gerenciamento de crise e o planejamento de recuperação de desastres ajudam nesse processo à medida que fornecem uma rede de segurança financeira e acesso a informações, orientação e conhecimento técnico especializado.

 A mitigação das potenciais perdas financeiras, operacionais, comerciais e de reputação vai depender da capacidade de responder de forma eficaz a situações inesperadas.

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