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Anunciada abertura do mercado da Coreia do Sul para carne suína brasileira

Missões técnicas coreanas foram enviadas ao Brasil para habilitação dos frigoríficos. A expectativa do setor é de que o Brasil exporte para a Coreia do Sul mais de 30 mil toneladas de carne suína por anoO ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, anunciou a abertura do mercado da Coreia do Sul para a carne suína brasileira. Maggi, que se encontra em missão oficial na China, disse que inicialmente apenas quatro frigoríficos credenciados de Santa Catarina exportarão para os coreanos, mas a expectativa é de que em breve outros estabelecimentos possam ser habilitados e entrem no mercado coreano.

“Com a declaração de País livre da febre aftosa iremos avançar para outros estados brasileiros sem vacinação, em breve. É um mercado de US$ 1,5 bilhão por ano”, comemorou o ministro. Maggi viaja amanhã, 19, a Paris para receber da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o certificado de país livre da febre aftosa com vacinação. As negociações com a Coreia do Sul para exportação de carne suína foram iniciadas em setembro de 2016 durante a visita do ministro Blairo Maggi ao país. E prosseguiram em fevereiro deste ano com a visita da missão chefiada pelo secretário-executivo Eumar Novacki. Missões técnicas coreanas foram enviadas ao Brasil para habilitação dos frigoríficos. A expectativa do setor é de que o Brasil exporte para a Coreia do Sul mais de 30 mil toneladas de carne suína por ano.

O ministro Maggi se reuniu, nesta quinta-feira, 17, mais uma vez, com o ministro do Comércio da China, Zhong Shan, e o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, para tratar de questões comerciais entre os dois países. Segundo Maggi, foi discutida a necessidade de diversificação da pauta exportadora brasileira para a China, bem como a importância estratégica do comércio bilateral. Ficou decidido que será formado imediatamente um grupo de trabalho para discutir as medidas de proteção de mercado que têm afetado o comércio de ambos os lados.

O ministro da Agricultura brasileiro lembrou que os presidentes Michel Temer, do Brasil, e Xi Jin Pin, da China, durante encontro que tiveram em setembro passado, acertaram que as relações comerciais entre os dois países deveriam ser aprofundadas. Maggi também participou da abertura da Sial China em Xangai, uma das maiores feiras de alimentos do mundo. O Brasil compareceu ao evento com a presença de muitas empresas agropecuárias. O ministro disse ter ficado satisfeito com a representação brasileira e avisou: “Quem não se faz presente não é lembrado”.

Em 2017 as importações mundiais de carne suína in natura somaram US$ 16,25 bilhões. A Coreia do Sul foi o terceiro maior importador mundial do produto, atrás apenas do Japão e da China, com US$ 1,53 bilhão e 489,5 mil toneladas em aquisições. Esse montante representou crescimento de 20% em relação ao valor importado em 2016 e 5% sobre a quantidade. As exportações brasileiras de carne suína in natura alcançaram a cifra de US$ 1,47 bilhão em 2017 (592,6 mil toneladas). Desse montante, 40,5% foram vendas a partir de Santa Catarina, o que representou US$ 593 milhões, tornando o estado o principal exportador do produto.

Mapa

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